Eu não era próxima do Ale Rocha. Nunca fui à casa dele, não conhecia o filho dele. O contato que tive com ele começou profissional, e aos poucos descobrimos algumas paixões pelas mesmas séries de TV, o que resultou em muitas conversas pelo gtalk discutindo um ou outro personagem, dando risada de uma série ou comentando as implicações de outra.
Nas ocasiões que o encontrei, ele sempre foi simpaticíssimo, gentil, educado, sorridente. Nos trabalhos que fizemos juntos, ele foi profissional, atencioso, correto. Eu nunca soube de nada que o Ale tenha feito que fosse ruim ou errado.
Como muitos, acompanhei a evolução da sua doença. Das poucas vezes que o vi reclamar ou se lamentar, mandei votos de força e saúde pra ele. E ele sempre se reergueu, sempre tocou a bola pra frente. Quando o governo não entregou o remédio pra ele, fez um escândalo e conseguiu tanto barulho que foi atendido. Ele lutou pra cacete, conseguiu o transplante e arriscou a única chance que havia de sobreviver.
Não conseguiu, e fico muito triste por isso.
Dele, fica um baita exemplo de força de vontade, de perseverança. Ale foi até o fim, lutou muito, brigou com a doença, com o sistema de saúde, com todo mundo que precisou brigar. É um lutador, um homem forte que fez tudo que podia, e que não desistiu.
Desejo muita força pra família e pros amigos dele. Que todos nós aproveitemos a lição que ele nos deixa de sermos fortes e não desistirmos mesmo frente à grandes adversidades.
Prometo que quando a gente se encontrar de novo eu conto pra ele o final da temporada do nosso seriado favorito.